APRENDIZADOS DE FAMÍLIA EMPRESÁRIA - DOCOL

Completando 65 anos a Docol está construindo uma nova história como mostra este vídeo institucional. https://www.youtube.com/watch?v=vz8tSRdyM6I&feature=youtu.be

Quer saber um pouco sobre esta família empresária? É só ler a matéria da revista Gerações.


FLUXO NATURAL

Planejamento e visão compartilhada dão o tom da transição na Docol


Em 1956, os irmãos Edmundo e Egon Doubrawa e o cunhado Amandus Colin decidiram abrir uma tornearia e oficina de consertos em geral, em Jaraguá do Sul (SC). Em 1958, a Docol (junção das sílabas dos sobrenomes) mudou-se para Joinville, onde a produção de válvulas marcou os primeiros passos da indústria que hoje exporta seus metais sanitários para os cinco continentes.

Amandus deixou a empresa ainda nos anos 1960. Egon cuidou da área comercial e Edmundo presidiu a empresa até 1988, quando passou o bastão para o filho Ingo, engenheiro químico, que assumiu o cargo depois de trabalhar na Alemanha, e quem posteriormente consolidou as participações societárias.


O representante da segunda geração ficou no comando da empresa até 2016. A sucessão poderia ter impactos na empresa, não só pelo tempo de permanência no cargo, como pelo estilo de liderança. Mas o planejamento deixou o processo “natural”, na definição de Vanessa, sócia da Docol e filha única de Ingo. Neste processo era preciso compreender o que cada um desejava, e foram instituídas as reuniões de família regulares, reunindo o casal fundador e o casal da próxima geração.“Foi muito bem estruturada essa transferência de poder. Houve um trabalho interno só com a família, em que fomos decidindo as coisas e foi uma transição natural, não uma mudança forçada ou imposta”, conta. Uma das decisões foi a saída de Vanessa das funções executivas. Ela, que já havia trabalhado nas áreas de auditoria interna e RH, passou a atuar como sócia.


A presidência ficou a cargo de Guilherme Bertani, marido de Vanessa, que antes era diretor- superintendente, um parceiro de Ingo, que vivenciou as raízes de seu estilo de gestão, durante quase 20 anos de empresa.Mesmo após deixar o comando da gestão, Ingo continuava a frequentar a empresa, consciente de que a transição fora concluída. “Ele estava presente, percorria a fábrica, mas sem ingerências, sem passar por cima”, conta Vanessa. Em abril de 2017, quando aguardava um grupo para um treinamento, sofreu um infarto fulminante. O fato provocou abalos, mas em nenhum momento colocou em xeque o destino da Docol. “Para nós foi uma coisa muito pesada, em termos pessoais, pela forma abrupta como ele faleceu, mas o dia a dia, o rumo da empresa não foi afetado”, diz Vanessa.


Ela considera que o pai deixou duas características muito marcadas no cotidiano da organização. A primeira é a ética. “Ele sempre falava sobre colocar a cabeça no travesseiro e dormir sossegado, fazer tudo dentro da lei. Esse legado permanece”, conta. O segundo traço é o gosto pela inovação. “Fomos os primeiros a trazer para o Brasil os produtos economizadores de água, com a ideia de preservação do recurso. Essa cultura da inovação é muito presente na empresa”, acrescenta.


Além de se mostrar ao mercado como uma empresa antenada com os novos tempos, Vanessa explica que nos últimos três anos, a Docol tem trabalhado no sentido de fortalecer “uma cultura de protagonismo, de resultado, de mérito”. Esse é o fluxo para o futuro.

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