APRENDIZADOS DA FAMÍLIA EMPRESÁRIA 2018 – REAL MOTO PEÇAS

Desde 2010 a höft homenageia famílias empresárias que se destacam no planejamento e estruturação de seus processos de continuidade. A família Gomide é uma delas!


Compartilhamos aqui parte dessa história com algumas inspirações.

A história de mais de meio século da empresa se mistura com os desafios de conquistarem espaço durante a transição de gerações, com perseverança e paciência.

A terceira geração da família Gomide investe nos estudos e treinamentos, sabendo que são essenciais para o sucesso.


TRÂNSITO COM INFLUÊNCIA

Investir em formação é o caminho da sucessão na Real


Da mesma forma que um carro precisa estar com todas as engrenagens funcionando para cumprir seu trajeto, a analogia serve também para a Real Moto Peças, empresa do segmento atacadista de autopeças e acessórios.


Sediada em Uberlândia (MG), a Real tem vislumbrado o modo para seguir em frente: investir em capital humano e pavimentar o caminho para a nova geração mostrar seu potencial.


Fundada há 56 anos, a empresa nasceu da iniciativa dos irmãos João (já falecido) e Otahyde Gomide. Eles estiveram à frente dos negócios por quase quatro décadas. A segunda geração ingressou na gestão nos anos 1980, mas levou um tempo até que tivesse espaço para participar das decisões estratégicas. “Eles criaram a empresa praticamente do zero e foi somente aos poucos que aprenderam a confiar nas nossas ideias e a apostar nas nossas sugestões”, declarou Otayde Gomide de Souza Júnior, da segunda geração. Ao longo do tempo, os filhos dos fundadores passaram a participar mais de todo o processo e conduziram os negócios a um novo estágio. Hoje Rogerio e João permanecem na gestão.


Se os filhos dos fundadores sentiram os benefícios de terem seu campo de atuação ampliado, agem do mesmo modo com a geração seguinte. “A gente sente uma cultura, por parte da segunda geração, em que há bastante espaço para expor as ideias”, conta João Neto, membro da terceira geração e coordenador jurídico. Outros dois membros da terceira geração ocupam posições de gestão na Real: Victor, que é coordenador administrativo, de RH e de relações trabalhistas e Felipe, supervisor de crédito.


João tornou-se funcionário da empresa em 2015. Antes, havia sido estagiário, em 2011, ano em que foi implantado o Protocolo Familiar, que estabelecia que, após o período de estágio, o membro da família não poderia ser contratado. Para voltar à empresa, seriam necessárias três condições: experiência de dois anos no mercado, pós-graduação e a existência de vaga. Nenhuma vaga seria criada para o ingresso de um familiar.


“O estágio era uma oportunidade para ver se era isso que a gente queria fazer no futuro e, por parte da empresa, verificar se a gente tinha perfil para trabalhar aqui. Era uma via de mão dupla”, comenta João. Formado em Direito, ele considera que o período foi um divisor de águas para ele: “Conheci o departamento jurídico, as práticas da empresa e isso realmente despertou a vontade de trabalhar aqui dentro”.


À época do Protocolo, um grupo de trabalho envolvendo as duas gerações instituiu o PFS – Programa de Formação de Sócios, iniciativa para congregar a família a preparar-se para o desafio de atuar no papel societário. Foram desenvolvidos módulos, de aspectos financeiros e jurídicos até visitas às áreas da empresa. Também foi criado o Comitê Executivo. Hoje, esse comitê é composto pelos três membros da segunda geração, os três da terceira e um consultor externo.


“A entrada da terceira geração criou um movimento de modernização na gestão da empresa. A segunda geração é muito voltada para o comercial. Nós três entramos em áreas administrativas, e como nos deram liberdade, começamos a trazer projetos novos”, diz João Neto. Ele conta que atualmente há uma ênfase em treinamento de pessoas, de lideranças e também no desenvolvimento profissional dos membros da terceira geração.



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